Desfavor do dia:
28/07/2010

Tramita um projeto de lei que vai dar o que falar se for aprovado: é a apelidada "Lei da Palmada", que proíbe que qualquer pessoa, inclusive os pais, apliquem qualquer espécie de castigo físico nas crianças, dizendo expressamente que não pode ser aplicado, ainda que seja moderado. Ou seja, se for aprovado, proibirá todo tipo de palmada, puxão de orelha, peteleco, tapinha na mão ou qualquer medida física, por mais branda que seja, como forma de educação, punição ou repreensão.
Esta lei nasceu do clamor popular de uma parcela histérica da sociedade que ainda acredita que basta proibir uma conduta para que automaticamente os membros da nação parem de praticá-la. Então tá, vai achando que é só proibir que neguinho vai parar de fazer! Se fosse assim, era só sair fazendo lei que a sociedade se regularia sozinha. O que ninguém parece ter pensado é que aplicar leis de primeiro mundo a países do terceiro mundo acaba por gerar desmoralização e contradições. Neguinho quer ser mais realista que o rei e acaba fazendo um papel ridículo.
Vamos dar uma olhada na redação aberrante deste projeto, que incluí um novo artigo no Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei 8069:
Art. 18A – A criança e o adolescente têm direito a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, no lar, na escola, em instituição de atendimento público ou privado ou em locais públicos.
Ou seja, fica proibido qualquer tipo de castigo físico, ainda que moderado. É uma versão mirim da odiosa Lei Maria da Penha, que criou uma fonte eterna de chantagem de mulher mal amada, como já foi tratado aqui no Desfavor. Sabemos que existem abusos, tanto contra mulheres, como contra crianças, mas não é através deste tipo de leis que vamos impedir os abusos. Este tipo de lei é invasiva, ineficaz e perigosa.
Da mesma forma como vemos ex-namorada recalcada largada batendo com a cabeça na mesa de propósito e indo na delegacia chorosa alegando ter apanhado do namorado apenas para incriminá-lo, é provável que vejamos pequenos monstros tentando sacanear os próprios pais. Porque sim, bem vindo ao mundo real, crianças e adolescentes não são criaturas abençoadas, iluminadas e inocentes, crianças e adolescentes são pequenos filhos da puta sádicos capazes das mais diversas crueldades se não forem muito bem criados e tiverem limites muito bem estabelecidos por seus pais. E hoje em dia, neguinho faz filho e trabalha o dia todo, descuidando da educação. Porque ficar com seu filho duas horas de manhã e duas horas à noite NÃO É EDUCAR.
Ninguém parece ter essa consciência de pensar "Não tenho tempo para criar uma criança, então, não vou ter filhos". Mulheres tem um surto reprodutivo egoístico e medíocre e saem fazendo filhos em parte para se sentirem mais realizadas, em parte para aplacar carência e em parte para prestar contas à sociedade. Daí surgem esses monstrinhos sem limite, criados pela avó, pela babá ou pela creche, que já eram ruins quando apanhavam, sem apanhar então...
Muito se falou sobre este assunto em revistas, jornais e outros meios de comunicação. Sempre com o foco errado: "palmada educa?" "palmada é válida?". TÁ ERRADO. Atentem para o foco da discussão, antes de passar nos comentários vomitando merda: não estamos discutindo aqui se somos a favor ou não da palmada em si. Estamos discutindo se os pais devem tem O DIREITO de recorrer a uma palmada. Em um paradoxo simples: eu não sei se faria um aborto, mas sou totalmente favorável a que as mulheres possam fazer um aborto se desejarem. Então não venham me dizer se batem ou não batem em seus filhos, porque não é essa a questão.
Não venham com esse argumento de Universo Umbigo de que é perfeitamente possível educar sem palmadas. Talvez você, que teve acesso a cultura, saúde e educação tenha subsídios para educar apenas com argumentos, mas não é o caso do brasileiro médio. A lei é feita para todos, então, melhor começar a pensar de acordo com a realidade social do país onde vivemos, em vez de tentar criar leis utópicas que só tem efetividade em uma minoria da população.
Vamos discutir o mérito da questão? O ESTADO PODE PROIBIR QUE OS PAIS APLIQUEM UM CASTIGO FÍSICO SUPER MODERADO EM SEUS FILHOS? (foda-se se palmada educa ou não, foda-se se você concorda ou não, foda-se se você foi educado ou educa sem palmada, a questão é o direito do Estado de proibir).
Nem tentem reverter e dizer que só porque eu sou contra a lei eu sou, automaticamente, favorável ao espancamento de crianças. Analfabetismo funcional não é tolerado aqui. E se você acha que tem necessidade de uma lei para regular o assunto, ESTUDE a lei antes de falar.
Existem hoje vários artigos no Código Penal que coíbem condutas abusivas dos pais para com os filhos. Na verdade, existe um capítulo chamado DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR que tem previsão de várias condutas nocivas dos pais para com os filhos tipificadas como crime prevendo ainda punição. Sem contar os crimes básicos tipo lesão corporal, tortura, maus tratos e outros que dão conta de qualquer abuso dos pais para com os filhos. Não tem a menor necessidade de mais essa lei. Seu único diferencial é proibir castigos moderados.
Mas o furor legislativo impera no Brasil. Fazem um milhão de leis e nenhuma é decentemente cumprida. Sabe porque? Porque não adianta fazer uma lei se não tem um mecanismo que a torne exequível, que obrigue seu cumprimento, que permita fiscalizar sua aplicação. Me diz, como é que alguém vai provar que um pai ou uma mãe deu uma palmadinha na criança? Vão colocar câmeras dentro das casas de cada morador? Ou então vão mudar a redação da lei para dizer que não pode bater no seu filho fora de casa? Ridículo. Mais uma lei que vai virar letra morta ou subsídio para chantagem.
Me recuso a entrar no mérito da palmada, até porque tanta merda já foi dita sobre isso, que não tenho mais forças para debater e a questão já foi objeto de um Ele Disse, Ela Disse aqui no Desfavor. Vamos ao que interessa: ao permitir que o Estado legisle sobre comportamento famílias íntimo estamos abrindo uma porta perigosa. "Mas Sally, em nome da liberdade individual vamos deixar que espanquem crianças?". Não. REPITO: existem leis que protegem crianças de espancamento, tortura e outros abusos. A única novidade que essa lei traria é a total proibição de qualquer punição física, ainda que moderada.
O que seria castigo físico? O conceito oficial é "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente", ou seja, qualquer coisa que implique em encostar em uma criança com finalidade punitiva, ainda que não machuque, ainda que não cause dor e ainda que seja socialmente aceito. Pais não podem mais encostar em seus filhos na hora de repreendê-los. Vocês não acham um excesso? Porque alguns não tem bom senso todos pagarão? Ok, ok. Boa sorte na hora de fiscalizar o cumprimento da lei.
Criar uma lei assim é pedir por desmoralização. Como vai ser feita a fiscalização? Porra, que tal trabalhar na esfera do possível? Vai ser mais uma daquelas leis que "não pegam", contribuindo para desmoralizar ainda mais nosso sistema legislativo. Depois ficam culpando o Judiciário! O Judiciário não tem culpa! O Judiciária não FAZ as leis, apenas as aplica. Quem faz as leis é o Poder Legislativo. Se chega uma coisa bizarra, teratológica e escrota nas mãos do Judiciário temos é que criticar o Legislativo em vez de ficar falando que "a justiça deste país não presta".
Sabe qual é o problema? Só deveria poder CRIAR LEIS, quem ENTENDE de leis. Não adianta colocar esses ignorantes imbecilóides no Legislativo, que não sabem chongas sobre a legislação vigente para fazer leis. Sai essa merda que a gente está acostumado a ver. Vote apenas em juristas e teremos um Legislativo melhor.
Mais uma coisa: pais são seres humanos e crianças e adolescentes são criaturas extremamente irritantes em alguns momentos. Acho humanos, natural e aceitável que vez por outra uma mãe se valha de uma palmadinha que não provoque lesão corporal, que não machuque, para calar a boca de uma criança pentelha, ainda que exista um caminho mais longo a percorrer com o diálogo. Porra, não é todo dia que estamos com paciência para fazer a coisa mais correta.
Tudo bem se você acha que o diálogo é sempre a melhor solução (coisa que eu discordo), porém nem sempre estamos no melhor dia com a maior das paciências e disponibilidade emocional para sentar e dialogar com uma criatura que come terra nas horas vagas. Pessoas perdem a paciência e não vai ser uma lei que vai mudar isso. A perda da paciência não pode justificar que se machuque uma criança, mas impedir que se encoste no próprio filho como forma de repreender é demais.
E vocês tem que concordar comigo que nem todos tem o dom da psicologia e a aptidão para o diálogo. Tem pais que simplesmente não conseguem se fazer respeitar apenas com diálogo. Fazer o que? Tem pessoas que não sabem se impor apenas com palavras. Vamos fazer o que? Castrá-los? Deixar que os filhos se tornem crianças sem controle? Porque vamos combinar, é muito mais nocivo para a própria criança ser poupada de uma palmadinha e em troca perder noção de controle e limite, podendo fazer o que quiser.
Ilustro minha teoria com uma história real ocorrida com um filho de conhecidos meus que é aquele tipo de criança difícil de se colocar limites. A mãe, meio frouxa, só conseguia impor limites usando uma boa palmada como última instância. O pai, daqueles pseudo-psicólogos mal resolvidos que acham que não se deve bater nunca. Por razões que não cabem citar aqui, a criança acabou por morar com o pai e se distanciar da mãe. Saldo final: pai perdendo o controle da criança, criança fazendo o que quer, culminando em acidentes graves, com um que teve como consequência queimaduras gravíssimas por todos seu corpo e rosto, gerando uma deformidade permanente. Me diz, não era menos nocivo para a criança uma palmadinha? Crianças precisam ser protegidas delas mesmas, nem que para isso seja necessária uma palmada.
Também não podemos esquecer que a lei vale para crianças e adolescentes. Quando se pensa em um bebezinho de poucos anos levando uma palmada pode soar reprovável, mas quando se pensa em um adolescente mal educado que manda o pai se foder e cospe na cara da mãe, a palmada pode deixar de ser tão mal vista. Os mesmos que fazem um discurso super hippie não-violência costumam desejar que alguém vire a mão na cara de um adolescente arrogante e escrotinho.
Quem concorda que o Estado tem o direito de intervir para proibir qualquer tipo de castigo físico aplicado em crianças e adolescentes, ainda que moderado, deve estar preparado para autorizar o Estado a instalar câmeras em sua casa, de modo a dar efetividade a essa lei e permitir sua aplicação. Sim, este é o próximo passo. Tem certeza que você quer isso?
É preciso pensar também que crianças sem limites afetam não só os pais, como toda a sociedade. Além de crescerem propensos a se tornarem desajustados que amanhã ou depois podem destruir a sua família através de assassinato, atropelamento, estupro ou outras condutas criminosas, também afetam nossas vidas ainda na infância, com sua falta de educação. "Mas Sally, não é preciso bater para educar". Que bom que VOCÊ, leitor, pessoa iluminada e hábil, sabe educar sem bater. Infelizmente a grande massa ignóbil que habita este país não sabe dialogar, vota no Clodovil, na Mãe Loira do Funk e no Lula. Ou a gente esteriliza eles em massa, ou deixa que eventualmente apliquem uma palmada em seus rebentos, caso contrário, uma horda de crianças incontroláveis vai se alastrar nos locais públicos em poucos anos. Tô falando sério, você vai ter que levar aparelho de choque na bolsa se quiser levar seu filho ao parquinho para brincar.
Vocês sabiam que existe um número elevado de adolescentes que batem em suas mães e avós? O que vai acontecer se eles souberem que não podem sofrer nenhuma punição física? Você sabia que muitas crianças tem um sem fim de distúrbios hiperativos que dificulta (e muito) sua capacidade de obedecer a comandos verbais? Você sabia que crianças com menos de três anos de idade tem muita dificuldade de abstração e muitas vezes só entendem que não pode meter o dedinho na tomada com um tapinha na mão? Vamos deixar de ser hippies e achar que diálogo resolve tudo, porque nem sempre resolve. Eu não sou obrigada a ter que aturar crianças fazendo escândalo em shoppings, cinemas, restaurantes e etc. Se batendo já tá foda, se deixar de bater vão ter que criar espaços nos estabelecimentos para "portadores de crianças" e "não portadores de crianças" (o que seria uma ótima idéia, assim eu não teria que ser forçada a ouvir suas vozes irritantes. Tem coisa mais irritante que voz de criança?)
O Estado não pode ter a pretensão de escolher a linha pedagógica que um pai quer seguir. O Estado tem que proteger as crianças e adolescentes de violência e maus tratos, não de um castigo moderado. É direito de cada um optar ou não pela palmada, o que não é direito de cada um é machucar uma criança. Se deixarmos o Estado começar a escolher a forma como educamos nossos filhos, em breve ele vai se sentir no direito de fazer outras escolhas pessoais, como religião, tratamentos médicos ou convicções pessoais.
Para dizer que não esperava nada diferente de uma escrota como eu, para dizer que acha que o Estado deveria calar a minha boca ou ainda para dizer que quer que o Estado coloque uma câmera na sua casa porque seu sonho é ser famoso: sally@desfavor.com
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Sally
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27/07/2010
MANO!
Sai o homem que falava “É nóis”, entra o Mano! O novo técnico da seleção brasileira de futebol põe fim ao fracassado projeto social de inclusão de deficientes mentais da CBF. Melhor ainda que se livrar de Dunga vai ser se livrar de uma vez por todas dessa raça terrível: Os fãs de Dunga.
“Durr hurr hurr ele infrentô a Grobo!”
É, e foi a chave do sucesso dele e mudou para sempre esta nação. Agora voltem para as suas carroças, que não vão se puxar sozinhas... E nem pensem em fazer o que estão pensando em fazer com as cortinas!
Mas vamos por etapas, já que até mesmo o processo de convocação do técnico foi um desfavor.
Depois de ouvir um não de Felipão, que tinha um contrato para cumprir, foram atrás da segunda opção.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol chamou Muricy Ramalho para uma reunião num clube de golfe (não se pode culpá-lo, pobre aglomera mesmo...) e o “comunicou” que a incrível honra de ser técnico de sua seleção (vocês achavam que era do Brasil?) seria dele. Muricy, parecido com Dunga, azedo e retranqueiro, mas sem o probleminha do retardamento mental, parecia uma boa escolha.
A imprensa fez a sua parte, começou a discutir o novo técnico e as possíveis implicações de seu futuro reinado. Tudo estava encaminhado. Tudo exceto o acerto com o clube no qual o futuro técnico da seleção estava empregado. E aqui, algo que vocês talvez não saibam: O presidente do Fluminense, Roberto Horcades, é “inimiga juraaaaaadaaaaaaaa” do presidente da CBF. A expressão emboiolada simboliza o motivo extremamente viadinho pelo qual esse racha ocorreu: Reza a lenda que ambos eram muito amigos até que num jantar de gala realizado pela CBF, o presidente do Fluminense chegou até à mesa de Ricardo Teixeira, sentou-se e ficou esperando.
Ricardo teria chegado com companhias mais lucrativas (o cara é um bandido, mas um com um tino comercial impressionante) e enxotado o amigo da mesa. Pronto. Horcades ficou de mal e eles nunca mais se falaram. Estava na cara que apoio do Fluminense estava completamente fora de pauta. Cacique Teixeira queria ganhar essa no grito mesmo!
Eu vou me auto-flagelar por ter escrito algo parecido com uma fofoca, podem ficar tranquilos.
Todo esse nhé-nhé-nhé sobre a retidão de Muricy por ter se comprometido com sua palavra para com a diretoria de seu clube é balela. Se estivesse comprometido mesmo, não teria nem aceitado o convite, como fez. Contratos com salários OBSCENOS como o do ex-técnico-bambi normalmente andam de mãos dadas com multas de quebra de contrato ainda mais obscenas. Já que a diretoria do Fluminense não afinou (embora por motivos pra lá de ridículos), a multa teria que ser paga.
PRÓXIMO!
Mesmo que não fosse corinthiano, ainda acharia Mano Menezes uma solução melhor do que o Muricy. No final das contas, a terceira opção parece uma boa opção. Tranquilo, bem-humorado e não fica dando esses ataques de “gauchice”, mania irritante dos argentinos que falam português do Brasil. (Nada pessoal, acho esse orgulho regional excessivo ridículo, venha de onde venha... Se bem que chamar de argentinos foi pesado. Desculpa aí...)
A primeira convocação foi excelente, a entrevista coletiva também. Claro, assim que perder uma ou duas o povo vai começar a reclamar, mas se Mano aguentou a pobralhada corinthiana por tanto tempo, vai se virar bem com o resto da pobralhada nacional. Só resta a torcida para que ele não convoque o Felipe Merda!
De qualquer forma, o que importa é que lá na hermanolândia ainda estão considerando se Maradona fica ou não. Hahahaha!
FELIPE PASSA!
Enquanto Mano fazia a ultrapassagem em Muricy e assumia o comando da seleção, outro brasileiro estava envolvido numa polêmica troca de posições. Eu sei que temos uma grande discussão sobre a vergonha que Felipe Massa tenha feito o Brasil passar, mas eu não vejo a menor razão para isso.
Recapitulando para quem é meio lerdo: Na última corrida de Fórmula 1, Felipe Massa liderava e seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, vinha se aproximando levemente mais rápido. Respondendo a uma ordem mal e porcamente disfarçada da Ferrari, Felipe desacelerou e deixou o espanhol assumir a ponta. Resultado final: Alonso venceu a corrida, fez mais pontos e continuou na disputa pelo título.
Depois da corrida, a merda bateu no ventilador. Não dava para disfarçar que o resultado tinha sido arranjado, e a equipe de Massa e Alonso foi multada e corre o risco de ter todos os seus pontos daquela prova retirados pela Federação Internacional de Automobilismo.
Ridículo o que a Ferrari fez DE NOVO? Sim. Caso não lembrem, Burrinho Rabichello já fez a mesma coisa e deixou Schumacher passar há alguns anos atrás. Também pegou mal.
Alonso perdeu o respeito que tinha por topar essa papagaiada? Sim. Massa perdeu uma chance de mostrar que tinha bolas e ganhar uma moral incrível? Sim também.
AGORA... A Fórmula 1 ficou manchada pela desonestidade de todos os envolvidos? HA HA HA! Fórmula 1 nem esporte é (até já foi), é um bando de montadoras brigando para ver quem agrega mais valor a sua marca. Ter pilotos valentes e talentosos não muda porra nenhuma para quem investe ali, o que vale são títulos e demonstrações de força sobre os adversários, coisas que fiquem bem numa peça publicitária.
E talvez por entender que os negócios valem mais do que a honra “pilotística”, Felipe não tenha esquentado a cabeça com a ordem que recebeu: Ele ainda está em negociações de renovação de contrato, e contratos da F1 rendem milhões de dólares. Se ele desse uma de rebelde e tomasse um pé-na-bunda do empregador, teria que se bandear para uma equipe menor (vendendo o motor para pagar o almoço) ou mesmo sair de vez desse lucrativo mercado.
Eu lembro que detonamos o Nelsinho Piquet aqui quando ele foi descoberto após participar de um esquema do tipo de arranjar resultados, mas a pancadaria tinha TUDO a ver com a postura viadinha de filhinho-de-papai do “piloto”. Felipe Massa pode até dar alguma declaração que me faça mudar de idéia, mas até agora passou a impressão de que estava simplesmente mantendo a boquinha.
E sabe como é... Eu tenho um certo respeito por gente mercenária que manda um foda-se para a turma chata que exige que as celebridades sejam puras por nós. Bem feito para o bando de babacas que queria ligar a “honra nacional” com uma modalidade onde só conseguimos destacar meia dúzia de riquinhos entediados mais preocupados em manter suas casas em Mônaco do que defender as cores brasileiras.
Fórmula 1, pelo menos nas últimas décadas (oi Senna!, oi Piquet!, oi Fittipaldi!), foi vencida EXCLUSIVAMENTE pelos melhores carros. O que que tinha pra manchar?
Boa Felipe! Trollou os patriotas e ainda vai ganhar uma bolada por isso.
OK, AGORA É OFICIAL!
Vôlei não é mais esporte de viado.
Podem espalhar, os jogadores do Brasil merecem.
Para dizer que prefere a Sally falando de futebol daquele jeito... único... dela, para reclamar que eu não falei mal do Mano e quer seu dinheiro de volta, ou mesmo para dizer que vai deixar esse texto passar desta vez: somir@desfavor.com
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Somir
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26/07/2010

Permanece unido? Considerando que hoje em dia ser dona-de-casa exclusivamente beira ao luxo para a maioria das mulheres, o mercado de trabalho encontra cada vez mais casos de casais que estendem sua relação para os empregos.
Sally e Somir trabalham suas argumentações sobre o assunto partindo de pressupostos diferentes: Ela acha que a harmonia entre vida afetiva e profissional é possível, ele, por sua vez, acredita que a relação fica cada vez mais longe de uma promoção...
Tema de hoje: Trabalhar juntos desgasta a relação?SOMIR
Sim, é o que tende a acontecer. É importante que prestemos atenção no verbo que define o tema: Desgastar. Uma relação desgastada não é apenas aquela que termina em briga e ódio mútuo, muitas vezes esse desgaste não serve como estopim para uma separação, mas torna a vida a dois bem mais incômoda e sofrida para as partes envolvidas.
Aposto que todos vocês conhecem (ou já vivenciaram) relações onde o casal fica reclamando de como as coisas vão, mas continuam juntos. Uma relação desgastada é aquela onde o futuro dos dois parece cada vez pior a não ser que algo de muito sério mude no meio do caminho.
E o ambiente de trabalho raramente é um lugar planejado para harmonizar relações. Uma empresa minimamente profissional incentiva seus funcionários a competir e a alcançar metas específicas, aumentando a produtividade e consequentemente, o stress. Essa pressão por resultados normalmente considera que o funcionário terá suas válvulas de escape fora do emprego para não sucumbir à pressão.
E há de concordar que uma boa relação afetiva faz milagres pelo ânimo de uma pessoa. Depois de um dia sofrido e concorrido no trabalho, por mais que se esteja cansado, faz bem voltar para uma outra "realidade", uma onde o que te une à outra pessoa é o interesse mútuo de ficar juntos.
Da mesma forma como é um alívio voltar para os braços de sua mulher para recarregar suas forças depois de sofrer no emprego, pode ser igualmente útil mudar de ambiente para esfriar os ânimos depois de uma briga em casa.
Meu principal argumento aqui é: A separação entre relacionamento e trabalho tem como vantagem manter (na medida do possível) os problemas contidos em seus devidos lugares. Claro que as coisas não são tão simples assim e sempre passa um pouco de um ambiente para o outro, mas não duvidem do poder de se afastar um pouco do problema para enxergar soluções melhores.
Imaginem só um casal que briga em casa e tem que trabalhar junto no dia seguinte... Nenhum dos dois vai conseguir se afastar disso. Por mais profissionais que sejamos, ainda somos humanos. Vai afetar rendimento e um problema conjugal vai virar um problema profissional. E quando ambos voltarem para casa, serão dois problemas, provavelmente se agravando mutuamente.
Cá entre nós: Saudade (em doses bem controladas)( faz bem para um namoro ou casamento. Esse negócio de ficar grudado o dia todo tem mais cara de receita de desgraça do que de sucesso. Não posso falar pelas mulheres, mas no caso dos homens, um pouco de distância e "momentos solitários" (Não estou falando de masturbação! Quer dizer, não SÓ...) faz maravilhas. Vai fazer tudo junto a semana toda e ainda tomar bronca da mulher porque resolveu sair para tomar umas cervejas com os amigos no final-de-semana? Obrigado, não.
E eu ainda estou considerando que o casal não tenha relação de hierarquia no trabalho, porque com mais isso somado existe ainda a chance de uma transferência de poder que só pode fazer mal para o lado afetivo da relação. E eu não digo isso só porque sou terrivelmente insubordinado, é que num namoro ou casamento de gente minimamente razoável, não existem chefes e empregados. Pressupõe-se que um casal tenha igual ascendência um sobre o outro. (Não se preocupem, histéricas, eu ainda acho que o líder de uma relação é o homem, mas daí a entender que isso não significa ser "chefe" ou "dono" exige um pouco mais intelectualmente... Então sintam-se livres para continuar me chamando de machista.)
É muito difícil conseguir separar conscientemente superioridade hierárquica do trabalho da condição de "sociedade" da relação amorosa. Periga do cidadão ouvir da mulher que não tem moral para reclamar da desorganização do relatório dela depois de deixar uma bagunça no banheiro todo dia após o banho... São discussões inúteis e desgastantes causadas pela natural confusão de papéis decorrente do ambiente de trabalho comum. Sem contar que a alegria de falar mal do chefe em casa pode ser completamente tolhida se o chefe estiver escutando...
E ainda por cima temos a relação entre os colegas de trabalho. São amizades, brigas, rivalidades e claro, flertes discretos ou descarados correndo simultaneamente com todo o trabalho. Existem inúmeras situações onde a convivência com a namorada ou esposa ali potencializa os aspectos negativos dessa relação profissional.
Seus amigos/colegas de trabalho podem se sentir bem mais inibidos para socializar (contar aqueles causos escabrosos, divertidíssimos) com você se a patroa estiver do lado. Uma briga de um dos dois com um superior pode colocar em risco a estabilidade financeira (e afetiva, se tomar partido errado) do casal de uma só vez. Seria horrível ver que sua mulher ajudou o seu rival numa promoção a ganhar a vaga que você tanto queria. Sempre tem um (ou uma) dando em cima, o que desconcentra e irrita mesmo sabendo que sua companheira não vai dar trela...
Não vamos nos enganar achando que todo mundo vai lidar bem com a pressão extra de levar uma relação afetiva para o trabalho. Não estou dizendo que sempre vai dar errado, até porque eu sempre achei que eu e Sally temos um potencial gigante para trabalharmos juntos mesmo num namoro, mas existe uma série de fatores pessoais nessa relação que corroboram com a minha expectativa: Fosse ela um pouquinho só diferente do que é e eu já acharia um perigo.
E não é questão só de gostar da pessoa. Já gostei de mulheres que tinha certeza que não durariam uma semana trabalhando comigo. Tem gente que não separa bem as coisas, e essa gente é a maioria. Eu mesmo não separo bem: Se me der ordens e começar a me pentelhar com prazos, eu vou desgostando aos poucos da pessoa. E assim como eu, muitos de nós temos algum elemento de personalidade que vai desgastar uma relação nesse caso de trabalho conjunto. Custa não levá-lo para casa?
Para dizer que ninguém seria feliz trabalhando comigo mesmo, para reclamar que sem algum argumento absurdamente machista você não tem como comentar direito, ou mesmo para me mandar postar os textos na hora certa: somir@desfavor.com
SALLY
Trabalhar junto desgasta a relação? Não. O que desgasta a relação é desconfiança, paranóia, insegurança, pentelhação, egoísmo, carência, falta de consideração e mentiras. Se o casal funciona em harmonia e tem uma relação saudável, desenvolver projetos juntos todos os dias acaba mais por uni-los do que por desgastar sua relação.
Antes que os pentelhos de plantão venham reclamar que generalizamos, nós sabemos que existem casos e casos e que para toda regra tem uma exceção. O que está sendo discutido aqui é se, COMO REGRA GERAL, a tendência é que trabalhar junto desgaste ou fortaleça uma relação amorosa.
Ao contrário do que se costuma dizer, eu acho que trabalhar junto fortalece os laços. É mais um projeto em comum do casal. Mesmo que eventualmente aconteça algum desgaste em função do maior tempo de convivência, eu acho que o saldo final é favorável.
Essa história de que trabalhar junto desgasta a relação já foi verdade, em um tempo onde a carga horária e a carga de trabalho era razoável. Vinte ou trinta anos atrás eu também concordaria que desgasta uma relação. Hoje em dia me permito discordar. Considerando a carga horária insana e a quantidade de trabalho absurda que costumam ser cobradas no atual mercado de trabalho, estou até começando a achar que se você quer um namorado presente, tem que namorar alguém do trabalho mesmo!
Quando você gosta de alguém, tem intimidade, empatia, afinidade e uma vida em comum, trabalhar junto rende mais e acaba se tornando uma atividade mais prazerosa. Funciona melhor. É mais tempo para passar com a pessoa e mais chances de construir algo juntos. É mais um campo da sua vida que se abre para que seu parceiro participe, opine e te ajude.
Qual relação é mais forte, aquela onde cada um trabalha em um canto e só conseguem se ver no final do dia, exaustos, depois de dez horas de trabalho, restando tempo só para jantar, tomar um banho e dormir ou aquela onde o casal trabalha junto, sai de casa junto, almoça junto e volta para casa junto conversando sobre o dia de trabalho? Nesse esquema de rotina neurótica de trabalho, trabalhar junto é a melhor chance que você tem de ver o seu parceiro durante a semana.
Madame não sabe disso porque Madame é seu próprio patrão e Madame é gênio popstar da sua área, o que lhe permite eventualmente trabalhar em casa, fazer seus próprios horários ou até mesmo não trabalhar quando não tem criatividade para tal. Mas para você, que não é a Madame aqui de cima nem é funcionário top de linha de alguma empresa gente boa, como a Microsoft, que permite que seus top de linha façam seu próprio horário, trabalhar com o parceiro pode ser a única chance de vê-lo durante a semana.
Quer coisa melhor do que trabalhar e desenvolver projetos com uma pessoa que você confia e que te conhece muito bem? Saber que você está trabalhando com alguém que não vai puxar seu tapete e que ainda por cima vai cuidar de você e impedir que outras pessoas o façam? É muito bom trabalhar com alguem que sabe da sua vida pessoal, que sabe quando você está passando por maus momentos e por isso sabe quanto e quando você pode render. Casais sabem como seus parceiros funcionam e justamente por isso conseguem obter o melhor do outro em um ambiente de trabalho.
Se antigamente as empresas viam com maus olhos e até mesmo proibiam o relacionamento entre funcionários, hoje em dia elas vem mudando de postura. Algumas até incentivam o relacionamento entre funcionários. O entrosamento melhora, o casal investe junto na empresa, sem preocupação com ciumes, com estar ausente de sua casa ou com qualquer outro problema que possa surgir em função de trabalho em um relacionamento.
Para casais estruturados, maduros e bem resolvidos, trabalhar junto só tem a acrescentar. Claro que se o casal não funciona bem como casal na vida privada, também não funbcionará bem como casal de empregados. Desconfiança, paranóia, imaturidade, barraco... nada disso combina com ambiente de trabalho. Se o casal é adepto destes comportamentos em casa, é possível que os repita no trabalho. Neste caso, não funcionam como empregados PORQUE não funcionam em primeira instância, como casal.
Pessoas que tem maturidade, afinidade e uma cabeça boa não deixam que problemas profissionais interfiram na relação. Os problemas do trabalho ficam no trabalho, ou, quando são levados para casa, são levados de uma forma produtiva, onde o casal se une para vencer obstáculos. Nada melhor para unir as pessoas do que um "inimigo" em comum (no caso, o inimigo não seria o trabalho em si e sim os problemas que decorrem dele).
Estresse no trabalho todo mundo sofre e eventualmente pode refletir no relacionamento, ainda que o parceiro não trabalhe com você, com o agravante que é muito mais difícil que o parceiro compreenda o que se passa quando ele não está lá dentro para ver. Está na hora de acabar com esse mito de que trabalhar junto desgasta relacionamento. O que desgasta relacionamento é filho! Trabalho une.
Para dizer que se trabalho unisse os donos deste blog seriam namorados, para dizer que quer um casal de funcionários trabalhar nessa harmonia mágica depois de uma DR em casa e para dizer que já basta seu parceiro(a) mandar em você em casa, se mandasse no trabalho também você surtaria: sally@desfavor.com
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